Na entrada da estação:
-Bem gente, o papo está bom, mas preciso ir.
Despediu-se sob protesto dos colegas:
-Que isso!Você não precisa ir agora!
-Tome mais um chope!
-Espere o próximo trem, estará menos lotado!
Que de nada adiantaram, sem mais desculpas se despediu e escapou das companhias, não as queria no trem, para o momento que considerava um ritual.
O trem chegou, ela entrou analisando com cuidado aquele espaço tomado em sua maioria por homens e se ajeitou no meio deles. Fazia muito calor, por isso, ainda que com bastante dificuldade, despiu-se do blazer e prendeu o cabelo, deixando a mostra as costas e a nuca tatuada. Sempre fazia isso. Sua diversão na volta para casa era o vagão lotado, achou sem-graça a lei que destinou vagões exclusivos para as mulheres e por essa razão nunca exitou em escolher o misto, ainda que muitas puritanas a olhassem com espanto. Se o receio de ser roçada lhes assombrava,a ela não fazia o menor medo.
Sem medo e sem pudor, é assim que sempre fora, no vagão os homens não a roçavam, pois não lhes dava tempo, todos os dias escolhia meticulosamente um “contemplado” (era assim que os chamava para si) e nele se esfregava e roçava,até que sentisse o membro duro pressionar-lhe as nádegas.
Naquele dia escolhera um homem mais velho do que os que costumava escolher, era normal: nem bonito,nem feio e quase a comia com os olhos,pensou que seria interessante.Com um pouco de esforço se aproximou e lentamente nele começou a se esfregar, assim devagarzinho, como quem nada quer ou como quem faz sem intenção. Sentiu que o surpreendera , de certo o homem nunca havia passado por uma situação parecida.Continuou a se esfregar e sem demora sentiu um imponente mastro cutucando-lhe por trás. Ficou excitada, podia quase prever o tamanho em centímetros e o alcance dentro da sua vagina, que latejava de tanto tesão. Então, voltou sua mão e segurou com autoridade o rijo falo que se destacava mesmo com o empecilho de um jeans.
Essa era a parte final deste rito sagrado de prazer: segurava-os não apenas para certificar-se, mas sobretudo para mostrar que estava no comando.
Num estalo chegou a seu destino, saiu molhada, deixando o desconhecido atônito e de pau duro, mas não olhou para trás; estava suando e visivelmente excitada, acabou por quase derrubar uma outra passageira, que ao ver sua situação exclamou:
-Mas que calor, heim menina!

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